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  • Autor: Solomon Abudarham | Líder para Trade and Partnership Development

    Após a declaração de pandemia em março de 2020 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a situação submergiu governos, empresas e mercados em incerteza. Isso gerou uma ruptura nas expectativas financeiras e forçou empresas e economias ao redor do mundo a buscar maneiras de se adaptar. Depois de sete meses, a confiança do consumidor permanece expectante perante medidas e políticas de reativação.

    Contudo, apesar de uma subsequente reativação econômica, a América Latina e o Caribe estão entre as regiões mais afetadas. Nas palavras do Dr. Arun Singh, Global Chief Economist da Dun & Bradstreet: “A região está atrasada em relação a outras apesar dos sinais de recuperação gradual do Brasil e do México desde o ponto mais baixo do impacto causado pelo Coronavírus no segundo semestre. Haverá uma aceleração desigual da atividade econômica na região ao final do ano de 2020 dada a redução drástica do comércio, investimentos e remessas.”

    Fonte: Banco Mundial

    Com o impacto ainda evoluindo, há fatores de risco a serem considerados, que podem ser fundamentais para o desenvolvimento ou desgaste de uma empresa durante a crise mundial que estamos vivenciando. A retomada de fechamentos forçados e os persistentes casos de COVID-19 prolongam ainda mais a recuperação e estendem a recessão econômica regional e global. Somado a tudo isso, a nova onda de contágio na Europa faz os mercados requeiram uma nova rodada de bloqueios de comércio e movimentos no continente. Além disso, o aumento do índice de inadimplência para títulos lastreados na América do Norte pode causar falências e consequências a médio e longo prazo para investidores multinacionais.

    Diante de um cenário como este, o crédito se tornou uma ferramenta ideal para empresas atenderem suas demandas de serviços e enfrentar desafios atuais e futuro nos tempos da COVID-19. A precisão dos valores a conceder, prazos e conhecimento detalhado da entidade, devem ser profundamente analisados para que esta opção cumpra a sua função e permita resolver os contratempos a médio prazo.

    Em 2019, o crédito na América Latina se mostrou uma possibilidade dinâmica, apresentando um desempenhopositivoapesar do baixocrescimentoeconômicogeralnaregião. Esse dinamismoajudou o comérciointernacional e o investimento privado, tanto local quantoexterno. A FederaçãoLatino-americana de Bancos (Felaban) considerou que suasentidadesnaregiãodemonstraramuma tendênciaresiliente à adaptação a condiçõesadversas, além de manterem bons indicadores de lucratividade a nível internacional. Tudo isso independentemente de períodos de baixo crescimento econômico e que os empresários tenham uma postura mais cautelosa com seus investimentos.

    Embora o surgimento da COVID-19 tenha mudado o cenário global, o crédito permanece sendo uma opção tangível para lidar com o declínio nas porcentagens e fluxos em cadeias de suprimentos. Empresas em todos os setores precisaram desenvolver estratégias extraordinárias, incluindo o gerenciamento decisivo de crédito a clientes, como em alguns casos no campo de transportes.

    A respeito disso, o diretor geral da TDR Soluciones Logísticas comentou que eles tiveram a necessidade de estabelecer um comitê de gestão de crise, encarregado de traçar as estratégias para cuidar do caixa, isso para deixar a empresa “respirar” e gerar mais confiança nas pessoas com uma empresa “financeiramente saudável”. Medidas como a cautela durante o processo de conceder crédito, analisar e conhecer detalhadamente seu fundo de cobranças, e manter um diálogo honesto com clientes e fornecedores sobre expectativas, capacidades e datas específicas de pagamento, são a coluna do crédito como uma alternativa.

    Apósa OMS declarar a pandemiaemmarço, incertezaafundougovernos, empresas e mercados. Isso fez com que a confiança do consumidorpermanecessehesitante e expectante. Diante disso, e de uma ativação econômica desigual na América Latina durante 2020, o crédito torna-se uma ferramenta ideal para empresas continuarem atendendo suas demandas e enfrentarem desafios atuais e futuros. Essa possibilidade se mostrou uma opção dinâmica na América Latina durante 2020 apesar do baixo crescimento econômico.

    Fonte: Organização Mundial do Trabalho

    Que medidas as empresas tiveram que tomar para reduzir os riscos? Muitas criaram diferentes estratégias como comitês de gestão de crise, fizeram revisões exaustivas dos fundos de cobrança e análises detalhadas para estender crédito. Incorporar balanço de riscos adequado, estabelecer limites de crédito precisos e monitorar o risco da carteira de cada área. Na CIAL Dun & Bradstreet, trabalhamos em soluções alinhadas às necessidades mais prementes das empresas, como o CIAL 360 Credit, que pode ajudar a automatizar as decisões de crédito com base nas informações mais atualizadas e confiáveis.

    Estendercrédito de baixorisco

    A nova realidade econômica tem gerado medidas mais ativas para mitigar os riscos de crédito nas cadeias de suprimentos de cada empresa. Algumas das opções a serem consideradas são:

    • Incorporar um balanço apropriado de riscos:um período prolongado de prosperidade econômica e falências mínimas podem ter influenciado o foco da política de crédito no dia a dia, permitindo mais risco na carteira do que seria prudente em um ambiente de crescimento lento ou economia recessiva. Para reavaliar a política de crédito de uma empresa é necessário recalibrar o perfil de risco da carteira de clientes novos e existentes.
    • Estabelecerlimites de créditoadequados: Estaoportunidadedeve ser aproveitada para realinharoslimites de crédito e aprendersobreaexposição de crédito que vocêtem para toda a hierarquiacorporativa global dessecliente. Da mesma forma, é aconselhávelajustaroslimites de crédito (aumentandooudiminuindo-os) de acordo com aavaliação do risco individual do cliente.
    • Estabelecerostermosapropriados: Avaliar o riscopotencial de cada nova oportunidadeourenovação de clienteajudará a realinharostermos de crédito com base naprobabilidade de o clientepagar no prazo e dentro dessestermos.
    • Monitoramento de risco de portfólio: Talvezmaisurgentemente, considereaimplementação de monitoramento de risco de crédito para toda a carteira global para identificarpontosfracos que podemlevar a perdas com dívidasincobráveisoufalênciaspotenciais.

    Dada a nova conjunturaeconômica que atravessa a região e todo o mundo, o maisadequado é ter as informaçõesrelevantes e tomar as melhoresdecisões com umaposturaproativa que permitaanteciparriscos, entenderoportunidades e fazer do créditoumapossibilidade para cadeias de suprimentos de umaempresa para seguirseusciclos.